Página Inicial > Notícias > Preços de aluguel no Rio ultrapassam Nova York pela primeira vez na história
Publicada em: 28/01/2012 às 12h48
Aumento da renda, perspectivas positivas e UPPs deixaram imóveis mais caros
O boom imobiliário na cidade do Rio de Janeiro
chegou a cifras astronômicas em 2010. O que já era sentido pelo bolso
dos moradores do município agora foi oficializado: pela primeira vez na
história, o valor médio dos aluguéis na capital fluminense superou os
conhecidos valores exorbitantes da cidade de Nova York, nos Estados
Unidos, de acordo com relatório da consultoria norte-americana Cushman
& Wakefield.
O Rio ficou em quarto lugar na pesquisa de 2010, saltando nove posições
em comparação com o relatório divulgado no ano anterior. Em média, os
valores para aluguel cresceram 47%, ficando em torno de US$ 120 o metro
quadrado (cerca de R$ 204). Entre os países do Ocidente, o Rio fica
atrás apenas de Londres.
Apenas para efeito de comparação, no Canadá a média foi de 1%,
enquanto nos Estados Unidos houve queda de 2%. No caso de Nova York, a
região de Midtown (no centro da ilha de Manhattan) saiu da crise muito
rapidamente, registrando valorização de 10% em 2010, o que puxou para
cima a média final da cidade norte-americana.
A cidade de São Paulo, mesmo com valorização de 4%, não aparece no
ranking das 80 cidades pesquisadas em todo o mundo. Entre as dez
primeiras colocações, encontram-se Hong Kong (China), Londres
(Inglaterra), Tóquio (Japão), Rio de Janeiro (Brasil), Nova York
(Estados Unidos), Mumbai (Índia), Moscou (Rússia), Paris (França),
Zurique (Suíça) e Milão (Itália).
Segundo a Cushman & Wakefield, a posição alcançada pelo Rio de Janeiro foi, particularmente, em consequência do aumento significativo da renda (25%) do brasileiro (e do carioca), observada em 2010. No entanto, especialistas e empresas brasileiras apontam também outros fatores para essa valorização. A expectativa por melhoras na infraestrutura da cidade por conta dos eventos internacionais que acontecerão na cidade até 2016 (Jogos Militares, Copa das Confederações, Copa do Mundo e Jogos Olímpicos), além da política de segurança pública que implantou as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) em áres antes dominadas pelo tráfico.
Apesar do valor médio para o Rio ficar abaixo dos 50%,
em alguns bairros esse número foi ainda maior. Em Botafogo, por exemplo,
a valorização chegou a 65%, de acordo com Alexandre Fonseca, diretor da
incorporadora Brasil Brokers e vice-presidente da Ademi (Associação de
Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário). - O mercado carioca, conversando com os incorporadores, só tem um
caminho para crescer efetivamente: focando lançamentos na zona oeste.
Não há muitas áreas para expansão, mas isso ocorre em todas as grandes
cidades brasileiras, o problema é a disponibilidade de terrenos para
construção. Temos disponibilidade de recursos, mas é preciso um
mapeamento amplo para encontrar terrenos e imóveis que possam ser
demolidos em todas as regiões.
- Onde teve UPP, os empreendimentos tiveram uma valorização
significativa, principalmente em áreas que sempre foram desejo de
moradia do carioca e que estavam sendo impedidas de se desenvolverem por
conta dos problemas de segurança. Um exemplo bastante marcante é a
Tijuca, que sempre foi desejo de moradia por concentrar comércio, metrô,
colégios e etc. Após as UPPs, houve uma valorização imediata e absurda.
Os empreendimentos da empresa atualmente não precisam nem ser lançados,
pois na fase de pré-lançamento já temos cerca de 50% dos imóveis
vendidos.
Um levantamento feito pela APSA, gestora de serviços condominiais e
imobiliários, mostrou que antes da instalação das cinco UPPs (Unidades
de Polícia Pacificadoras) que rodeiam o bairro, apenas 16% dos imóveis
da Tijuca eram alugados no prazo de 30 dias. Atualmente, o número chega a
40%.
O renascimento do mercado carioca está apenas no começo. Engana-se quem
acha que as cifras já chegaram ao topo por ter ultrapassado a metrópole
mais famosa do mundo. De acordo com o mesmo relatório, a perspectiva
para 2011 é de contínuo crescimento nos preços.
- As atividades ligadas à construção civil continuam aquecidas no Rio de
Janeiro e são impulsionadas pela maior demanda esperada em 2011. Desta
forma, os valores devem continuar em ascensão.
Pouco espaço x muita procura
O Rio de Janeiro está chamando a atenção dos investidores estrangeiros.
Todos querem ganhar com as melhorias urbanas e financeiras que a cidade
vai receber até o ano de 2020, cujos investimentos vão totalizar mais de
R$ 400 bilhões em todos os segmentos, desde os serviços, passando pela
indústria e o setor petroquímico, com a promessa do pré-sal. Não seria
diferente no mercado imobiliário.
No entanto, espaços disponíveis – que já eram poucos – agora são cada
vez menores em regiões como a zona sul. Segundo José Augusto Périgo,
gerente do segmento imobiliário da Serasa Experian, os lançamentos se
concentram em poucos bairros.
Segundo Alexandre Fonseca, o centro da cidade tem perspectiva positivas
depois que o Porto Maravilha ficar pronto, já que o projeto é
interessante devido à revitalziação que vão fazer na área, com nova
perspectiva de desenvolvimento, tanto comercial quanto residencial.
por R7.com